25.12.04
Hoje na verdade que quero desabafar. Não é um desabafo sobre o Natal exatamente ( até pq isso eu fiz no meu blog), mas sobre o comportamento humano de modo geral. Eu sou uma pessoa crítca, talvez até demais, talvez com algumas pessoas eu seja de menos. Eu estou de sempre insatisfeita com a minha aparência de alguma forma ou então com a minha mente. Meio paranóica, meio neurótica, um tanto quanto hipocondríaca ( no meu próprio modo). Eu tenho defeitos, OK! Mas alguma coisa realmente eu me orgulho: eu mudo a minha opinião perante bons argumentos/opiniões. Não sou orgulhosa e cabeça dura de admitir erros ou que as coisas não são bem da maneira que eu penso.Mas lógico, perante boa explicação, isso é o mínimo.Posso até não gostar, mas admito. Isso é uma coisa que eu julgo básica para uma convivência razoável com os outros seres humanos. Na minha opinião, é o mínimoque vc pode fazer para adquirir tolerância com o modo de vida dos outros.E tolerãncia é essencial. E claro,adiciono a esse conceito de tolerância ouro indispensável, aquele bom e velho dizer "Não deseje aos outros aquilo que não quer para si"? Pois é, ele mesmo.Porque falei isso tudo? Por uma revolta que senti por causa de pessoas extremistas. Nem deveria dar trela a isso, mas de vez em quando aporrinha legal. Falei o parágrafo todo acima para agora chegar a uma brilhante conclusão , repetida e batida: cada um tem o direito de viver sua vida como bem julgar melhor. Sou uma menina que gosta de meninas e meninos e gays. Não vou tentar me por aqui como bi, lesbica e outras classificações porque, no fundo, no fundo, acho que nenhuma estará correta, visto que gosto de cada "espécime" de modos diferentes.E tenho que confessar que todas as esferas da sexualidade humana tem me deixado um tanto quanto desolada.Não só héteros que recriminam o modo de viver gay, ou os encaixam em determinadas profissões e mentalidades, quanto os gays tb. Acho que grande parte dos gays são de certa forma responsáveis pela sua própria descriminação. Ao aceitar enorme parte dos esterótipos q são a eles atribuídos. Aceitar passivamente. Não estou falando do fato de um cidadão ser efeminado ou masculinizado, isso é de cada um. Mas pq um casal gay que se ama tem que ficar se encontrando somente em boate gay? Não podem sequer andar de mãos dadas por aí sem olahres se atravessarem?Pq toda menian ht tem que ser para mãe a virgem santa e para o namorado a puta na cama?Pq os papos são sempre os mesmos? Incrível, mentalidade humana no geral nunca muda.Saindo com pessoas ht para lugares, como a ex a Bunker, é até normal encontrar um casal homo se bjando em algum canto. Mas no calçadão de Bangu não. Com pessoas homo, sempre há o medo de se assumir. Não nego que esse é um medo que tb tenho. Mas tb me recuso a , namorando ou acompanhada, saindo , ficando e afins, a disfarçar isso. É um gueto criado pela mentalidade de ambos os lados. E vai ficar nisso eternamente.Um lado agride e o outro reprime, Um lado é reprimido e o outro ofende. E os dois fazem isso, numa guerrinha não oficial sem fim aparente.E aí cai naquele clichê, de que ambos saem perdendo.O por que do meu medo de me assumir? Eu não vejo diferenças entre mim das outras pessoas que me cercam, ao menos não sexualmente. Mas eu sei que muitas tem. Elas vão perder minha companhia em algum sentido, mas eu tb perderei a delas.De mais a mais, eu tb não sei pq subir numa cadeira e berrar aos quatro ventos do que eu gosto, se no fundo o que importa é o que eu sou, não quem eu como ( bem, ao menos não se pretendo atingir algum posto pelo meu mérito intelectual ).Por que frequento boates gays? Ora, se eu soubesse na minha vida cotidiana quem é gay, poderia até escolher paquerinhas e afins, mas é difícil né. Eu mesma acho ridículo, mas minha escolha de boates não é só pela música.Mas também evito mergulhar de cabeça na chamada cultura gay para evitar possível alienação. Fui uma vez com um amigo meu assistir a um filme do mundo gay do Festival do Rio (não estou o chamando de alienado) e esse amigo comentou: "Gosto de ver esses filmes pq , sei lá, tem mais a ver com o meu universo". Ninguém tem idéia do quanto eu quis chorar naquele momento. Um por ele achar isso, outro pq eu estava inclusa neste "universo". E de mais a mais, eu não compreendo. Filmes são, em sua maioria, feitos para provocar reflexão em alguma forma, te despertar algum sentimento.Amor é amor, ht ou homo. Com 10 anos eu não sabia que eu gostava nem de meninos nem de meninas, mas adorava qq cena de amor (amor, não sexo)que aparecesse na minha frente.Dá para se emocionar com uma cena entre dois homes se bjando, como duas mulheres como um casal ht.Acho que a única exceção nesse meu raciocínio são os filmes pornôs, pq aí realmente, cada um sabe pelo que é excitado mais facilmente.E claro, isso vale para livros e afins.Não que eu não os leia, ou veja, mas não me mantenho restrita a isso.Mas lógico, de mesmo modo, evito em excesso a cultura ht.O mais duro, a maioria dos gays querem igualdade, Mas tem medo de lutar por isso. E nem posso condená-los. Sei desde pequena, não é bom ser a diferente, a apontada por alguma peculiaridade. Mas de mesmo modo, é horrível a sensação de dominação por pessoas que condenam quem vc é, seja o motivo.A cultura é opressora. Por mais que eu não dê ouvidos a comentários na facul (por exemplo), ligando a TV vejo um programa infantil influenciando crianças a discriminarem gays, com piadinhas e risinhos. (Aliás, não só gays quanto mulheres, pessoas gordas, carecas e afins). As pessoas não sabem o limite entre a piada e a ofensa.Muitas vezes pior é um amigo seu (isso vale independente da opção sexual), falar q não tem problemas com sua escolha e depreciar outra pessoa que faz o mesmo.Eu não sou completamente feliz com o pensamento hétero clássico, muitas das vezes hipócrita. Mas também não consigo viver escondida como gay.Quero algo tão banal, poder bjar a pessoa que amo quieta no meu canto, andar de mãos dadas.... independente do sexo que ela for. Assumir-se diferente de uma maioria é assustador, mas viver se escondendo é bem pior. principalmente quando não se faz nada de errado para tal.E de certa forma, isso vale para ht tb ( afinal, vai vc menininha de família resolver transar com alguém da facul, ficar com um e outro?)obs: Não quis aqui ofender nenhum hétero. Nem nenhum gay.Não entrei mais sobre o preconceito ht com homo pq isso já é mais que conhecido.Posso ter sido muito injusta nesse momento, nesse post. Nunca foi minha intenção.Mas quis demostrar minha indignação.Com tudo. Com a sociedade do jeito que está.Com essas regras,na verdade com diversas outras, que fazem com que as pessoas tentem se encaixar num perfil de regularidade ou inaceitável para as mesmas ou utópico demais.
posted by Naná @ 4:44 AM *
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Natal na família Freitas...
Acontecimento nº1:
*triiiiim* (telefone da pequena Maria Julia, de 4 anos)
-Alô? Papai Noeeeeeeeeeeeeeeel! Vc vai trazer meu laptop???
-Vc tem sido uma boa menina??? Tá estudando? É obediente? (minha tia no outro lado da linha)
-Siiiiiiiiiiiiiim!
-Maria Julia, pergunta se o Papai Noel rói unha! (Douglas, de 6 anos)
-Papai Noel, vc rói unha???
-ROU ROU ROU! (metade da família Freitas)
Acontecimento nº2:
-Olha! Eu trouxe pavê... mas é só pra ver!!!
obs.: Todo Natal tem que ser isso mesmo?
Acontecimento nº3:
*PLAFT* e o copo de vidro cai lááááá embaixo, do terraço.
-Acertou em alguém???
-Acho que não... ninguém gritou...
Acontecimento nº4:
-Oi, dona Juraci... (eu)
-Oi, linda!!! Tá tão bonita... cadê o noivo?
-*cara de desentendida* ahn?
-Ah! Bonita desse jeito e ainda não arranjou um namorado?
-Ahhhh hehehe...
obs.: Todo Natal tem que ser isso mesmo? E se eu fosse lésbica?
Acontecimento nº4:
-Vc não pára de crescer não, Sylvinha?
-Tô de salto, tio... hehehe
obs.: Todo fim de semana tem que ser isso?
Resposta: Acho que sim... se não, não seria o Natal da família Freitas. E se não existisse o Natal da família Freitas, nenhum Natal seria Natal.
posted by sylvia @ 2:23 AM *
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16.12.04
"Surprise, sometimes, will come around..." Interpol - Untitled
Diz a lenda que tenho mania de julgar as coisas antes de conhecê-las. A verdade é que ouvi um cd do Dance of Days uma vez e não gostei. A verdade é que não consegui, mesmo, ouvir o cd inteiro porque fiquei com dor de cabeça por causa da gritaria. A verdade verdadeira é que gritaria despropositada não me agrada. E além disso, a gritaria que é despropositada pra mim e com propósitos única e exclusivamente para meus amigos e/ou para o vocalista em questão não me interessa... e se não me interessa, é porque eu não gosto, não é verdade?
Um exemplo: você pode cantar ou gritar melodiosamente (acredite, isso existe!) dizendo alguma coisa! O tal Sr. Altro não me passa mesmo nada...
"You see all your models in magazines and on the walls
You wanna be just like them
Cause they're so cool!
They're just narcissists...
well wouldn't it be nice to be Dorian Gray
just for today?
They're just narcissists...
oh, what's so great to be Dorian Gray
every day?" The Libertines - Narcissist
É legal fazer músicas para si mesmo... mas às vezes você se perde tanto no teu próprio narcisismo, que acaba esquecendo que você tem um público a influenciar... e se eles gostarem da tua melodia, vão te seguir até o inferno e vão adotar tuas letras como se fossem deles, e daí vão realmente achar que vivem o que você diz. Não estou falando especificamente do DoD.
"Oh, she said: 'baby... i like the cut of your J.I.B!'" The Libertines - Campaign of Hate
Não, esse post não é pura e simplesmente pra falar mal do DoD (não precisam começar a me bater já). Muito pelo contrário! Gostaria aqui de me retificar se algum dia disse que Dance of Days é uma porcaria. Não é. Mesmo. Eu só não gosto... do mesmo jeito que o Cirilo (=*) não gosta de Interpol... fazer o que?
"Well, I'll confess all of my sins after several large gins..." The Libertines - Music When The Lights Go Out
Além do mais, o Sr. Altro é um libertino. É, ele tem suas qualidades...
E usa calça de couro. E eu sou adepta da filosofia que diz que: se uma pessoa usa calça de couro... ela fica com boas pernas.
"Alcoholic kind of mood
lose my clothes, lose my lube
cruising for a piece of fun
looking out for number one
different partner every night
so narcotic outta sight
what a gas, what a beautiful ass." Placebo - Nancy Boy
E pra fechar!
no winamp: Placebo - Pure Morning
"A friend who's dressed in leather..."
ps: desculpem pelo post imensamente grande. Mas eu precisava falar isso =~
posted by sylvia @ 5:17 AM *
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10.12.04
Paremos com a hipocrisia, minha gente!
Quantas vezes vc não entrou em blogs e viu lá no cantinho, onde a pessoa escreve sobre si mesma: "Odeio pessoas falsas, traidoras e inveja."
Pera lá! Hipocrisia pura! Você inveja alguma coisa sim! Você inveja o dinheiro do Bill Gates, inveja a Gisele Bündchen por causa do namorado dela, inveja a Déborah Secco pelo corpinho direitinho dela, inveja a Deus por poder todas as coisas, inveja a Yoko Ono por ter passado tanto tempo com um dos maiores gênios dos nossos tempos, não importa!
O pior hipócrita é aquele que não admite que inveja alguma coisa dos outros, nem que seja a capacidade que essa pessoa tem de dizer que INVEJA SIM, MUITO OBRIGADO!
Então, senhor das virtudes, não venha me dizer que é melhor do que eu nesse aspecto. Porque eu invejo, sim, quem tem dinheiro e pode realizar seus sonhos e morrer feliz de cirrose antes dos 30 anos.
no winamp: Interpol - NARC
posted by sylvia @ 5:58 AM *
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5.12.04
Hoje eu fui convidada para escrever nesse blog. Eu pretendia começar com um post todo bem elaborado e tal, mas como uma das diretoras deste está me apressando para entregar o post ( né Dona Sylvia?), tive uma idéia bem rápida que acho que fica legalzinha, principalmente já que a maioria que frequenta aqui não me conhece mesmo.
Eu em números:
1,62 de altura
2 cisos semi-crescidinhos
18 anos
37 no pé
36 na calça
28 dentes
3,75 de miopia em ambos os olhos
4 piercings ( e mais ano que vem)
2 anéis de estimação
3 furos na orelha
8 meses de ex namoro
2 profiles de orkut
1 paixão não correspondida
6 anos até poder começar a me sustentar
3 dúvidas cruciais em minha vida
3 cachorrinhas lindas em minha casa
Lógico, isso é pouco para me entender.
Mas achei um bom começo.
posted by Naná @ 2:19 AM *
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4.12.04
Parei !
Se você esbarra na rua com uma criatura vestindo uma camiseta com os seguintes dizeres "é dificil ser gatinha mas eu tento", você :
a) Cospe em cima
b) Chuta a cara dela e esfrega no meio fio até sangrar
c) Tentar dialogar e convencer a pessoa de que neste caso é melhor estar nu
d) Fica com vergonha e passa batido
e no caso de no mesmo dia e praticamente no mesmo lugar vê um paraíba com cara de pedreirão (nada contra pedreiros) vestindo uma camisa da banda Everclear, você:
a) corre atrás e pergunta se ele achou no lixo
b) faz cara de quem não entendeu e vai embora
c)não tem outra alternativa.
pensa aí com carinho e responda. O meu gabarito são as letras d e b.
I know I'm obvious.
posted by Estela @ 2:05 PM *
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30.11.04
Pessoas comuns!
O que pode ser pior do que a repetição? a mesma velha história se repetindo várias e várias vezes, não fazem idéia do que estou falando? estou falando de você! Já notaram como os seres humanos se acham tão diferentes uns dos outros? criaturas singulares cada um ao seu modo? pura ilusão, uma idéia à qual eles se agarram pra se sentirem melhores e esquecerem toda a hipocrisia na qual eles estão atolados até o pescoço. Vamos acompanhar isso vendo o aspecto geral;
Todo ser humano nasce, cresce, se caminha ao desenvolvimento; e é aí que entra a educação, a escola, ele vai ser obrigado a passar pelo ensino fundamental, médio e depois o troféu dos tolos; o ensino superior... superior? quanta prepotência! A vida segue este curso e todos devem vazê-lo para serem considerados pessoas decentes (ou seja lá o que estes idiotas acreditam ser uma pessoa comum).
Recapitulando temos: nasceu, cresceu, se desenvolveu estudando (entenda terminou a faculdade) e agora? ter um carro, um emprego (com bons salários claro!), casar, ter filhos, e ser feliz para sempre... ha ha ha acordem seus retardados! todos seguem o mesmo sonho idiota, e se der errado? ficam pensando "vou tentar novamente" arrgh! meus parabéns a vocês humanos acomodados com esta repetição estúpida do agir e pensar! vai chegar um momento onde a angústia e o desespero serão seus únicos companheiros.
Acordem para a habilidade que todos seres humanos têm, a de surpeender a sí mesmo! por que fazer igual a todos? onde vai parar a chance dos grandes feitos? você se acha incapaz deles? acordem desse coma, nada é pior do que ser comum! se não tentar nada agora quando a morte chegar você a verá como uma libertação dessa vida medíocre que você escolheu seguir para ser igual aos outros e aceito por eles, mas para aqueles que ao menos tentaram mostrar sua capacidade a morte virá como uma dádiva entregue a eles para eterniza-los.
E você? vai continuar sendo só uma pessoa comum navegando o barco das aparências no mar da hipocrisia? ou vai tentar se juntar ao seleto grupo dos incomuns com seus nomes imortalizados?
Por BlackMage
Eu já disse ao Radson que me li aí. Aposto que alguns amigos meus também vão se ler.
no laptop maldito do trabalho do padrasto rolando: The Libertines - Arbeit Macht Frei!
posted by sylvia @ 2:54 AM *
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11.11.04
On the surface: simplicity. But the darkest pit in me is pagan poetry. Pagan Poetry.
Simples e direto foi o show do Libertines. Eu nem tive tempo de lamentar a ausência do Pete Doherty... na verdade nem tive tempo de cantar uma música inteira. Mas, voltando à realidade, longe dos dedinhos mágicos do Carl e do olhar "blasè" (como disse a crítica) de John Hassall, notei que o Pete fez falta.
Não pra mim! Não me olhe assim... ele fez falta ao Carl mesmo. Por que? Os fatos dizem, ok? Que fatos? Poupem-me dos detalhes sórdidos... a verdade é que o Carl não teve com quem dividir o microfone (tão de perto) e nem com quem dividir o suor... e tudo ficou mais monótono pra ele. Na verdade acho que eu seria uma boa psicóloga pra ele e tal... mas não sou páreo para aqueles dedos, e acho que Estela e Ilana irão concordar comigo...
Agora meus dias pós-Libertines & Primal Scream são tão vazios que nem me empolgo o suficiente pra ir à loud!.
Dá uma clicadinha, vai! Essa merece ;)
posted by sylvia @ 9:16 PM *
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